O Banco Mundial revelou, em seu mais recente relatório, que a economia global se mostra mais resiliente do que o esperado, mesmo diante de tensões comerciais persistentes e incertezas nas políticas econômicas. Segundo o documento, o crescimento global deve permanecer estável nos próximos dois anos, com uma leve desaceleração para 2,6% em 2026 antes de se recuperar para 2,7% em 2027.
O relatório destaca que a resiliência é atribuída, em grande parte, ao desempenho melhor do que o previsto nos Estados Unidos, que representa uma fração significativa da revisão positiva das projeções. Contudo, o estudo também adverte que, se as previsões se concretizarem, a década de 2020 poderá ser a mais fraca em termos de crescimento global desde 1960, intensificando a desigualdade de renda entre as economias avançadas e em desenvolvimento.
Além disso, o documento do Banco Mundial sugere que, embora o comércio e a demanda interna estejam enfraquecendo, a flexibilização das condições financeiras e a expansão fiscal em grandes economias podem atenuar a desaceleração. A inflação global deve cair para 2,6% em 2026, refletindo um mercado de trabalho mais fraco e preços de energia em declínio, enquanto um aumento nos fluxos comerciais e uma diminuição da incerteza política devem impulsionar o crescimento em 2027.

