Flávio Bolsonaro sugere irmão como chanceler e agita cenário eleitoral

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O senador Flávio Bolsonaro anunciou a possibilidade de indicar seu irmão, Eduardo Bolsonaro, como chanceler em um eventual governo, uma declaração feita ao Palácio do Planalto. Essa fala, interpretada como uma estratégia para reforçar a narrativa da campanha do PT, busca associar a candidatura de Flávio ao legado do ex-presidente Jair Bolsonaro, potencializando uma polarização nas eleições de 2026.

Nos bastidores, a reação a essa declaração é mista. Enquanto aliados do presidente Lula veem uma oportunidade para transformar a eleição em um plebiscito sobre o retorno do bolsonarismo, setores do agronegócio e da indústria expressam preocupação com a associação de Eduardo a confrontos que podem prejudicar relações comerciais. Essa tensão revela um cenário complicado para a direita brasileira, que busca uma candidatura mais moderada para atrair o centro político.

Políticos experientes em Brasília consideram que a estratégia de Flávio pode ter sido um erro de cálculo, pois atrelou sua imagem à de Eduardo e reduziu sua margem de manobra eleitoral. Ao fazer isso, ele não apenas forneceu material para seus adversários, mas também reforçou a narrativa que o PT deseja explorar, a de que sua candidatura representa a continuidade de um governo que parte do eleitorado já rejeitou.

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