Promotor do Amapá, irmão do prefeito, é afastado por suspeitas de crimes

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

O corregedor nacional do Ministério Público, Ângelo Fabiano Farias da Costa, anunciou o afastamento por 60 dias do promotor de Justiça do Amapá, João Paulo Furlan, que é irmão do prefeito de Macapá, Antônio Furlan. A decisão foi motivada por investigações em andamento que o ligam a possíveis fraudes eleitorais ocorridas em 2020. O corregedor também citou indícios de conduta incompatível com as funções do cargo, além de atos que podem configurar improbidade administrativa.

Na determinação, Ângelo Farias da Costa ressalta que existem “indícios suficientes de autoria” para justificar a abertura de um processo administrativo disciplinar contra Furlan. O afastamento inclui a proibição de acesso aos sistemas do Ministério Público do Amapá, evidenciando a gravidade das acusações. Tais medidas visam proteger a integridade das investigações em curso e a reputação da instituição.

A decisão do corregedor é considerada cautelar e deve ser submetida à análise do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O desdobramento desse caso pode ter implicações significativas para a administração pública em Macapá, além de impactar a carreira do promotor e a imagem do prefeito. A sociedade aguarda os próximos passos das investigações que envolvem figuras públicas e a confiança nas instituições do Estado.

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