Assassinato de Ruy Ferraz Fontes foi planejado em bar no litoral de SP

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

O assassinato do ex-delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi descoberto como resultado de um planejamento que ocorreu em um bar de Mongaguá, cidade do litoral paulista. Em 13 de fevereiro, a Polícia Civil anunciou a prisão de três suspeitos, incluindo um indivíduo encontrado no próprio estabelecimento onde o crime foi arquitetado. As investigações revelaram que Fontes estava sob vigilância de membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) meses antes de sua morte.

De acordo com a delegada Ivalda Aleixo, o monitoramento de Fontes começou em junho, intensificando-se até o seu assassinato em setembro. A polícia acredita que a execução foi motivada por suas investigações contra a cúpula do PCC ao longo de duas décadas, o que o tornou um alvo. Também foram encontrados veículos usados no crime, e a polícia está seguindo pistas que incluem impressões digitais e movimentações financeiras suspeitas.

As autoridades continuam a busca por outros dois suspeitos envolvidos na operação, enquanto a motivação do crime ainda está sendo analisada. A execução de Fontes, uma figura central no combate ao PCC, é vista como um sinal da tentativa da facção de reafirmar sua força por meio da violência. Especialistas alertam que essa situação pode indicar um aumento na atividade criminosa ligada ao PCC nas ruas.

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