Dinamarca reprova pressão de Trump sobre Groenlândia e reafirma soberania

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, expressou, em coletiva realizada em 13 de janeiro de 2026, sua indignação em relação à ‘pressão inaceitável’ do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia, uma região autônoma dinamarquesa. A declaração foi feita em Copenhague e surge antes de uma reunião crucial entre os chanceleres dinamarquês e groenlandês, e altos representantes dos EUA na Casa Branca.

Durante a coletiva, Frederiksen destacou que a Groenlândia não está à venda e que defenderá, na reunião, a ideia de que as fronteiras não devem ser alteradas à força. O premiê groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, também reforçou a posição de que a Groenlândia prefere manter laços com a Dinamarca, em vez de se submeter à influência dos EUA, enfatizando a vontade de sua região em permanecer parte do Reino da Dinamarca.

As declarações de Frederiksen e Nielsen ocorrem em um contexto de crescente tensão, uma vez que Trump já havia manifestado interesse em adquirir a Groenlândia em ocasiões anteriores. A insistência dos EUA sobre a ilha, rica em recursos naturais, levanta questões sobre a soberania e a segurança na região do Ártico. A situação pode ter desdobramentos significativos nas relações internacionais, especialmente entre os países da Otan, que buscam evitar conflitos no Ártico.

Compartilhe esta notícia