Um recente estudo do UBS mapeou os riscos de bolhas imobiliárias em várias cidades, destacando Miami como a mais vulnerável. A cidade americana lidera o índice global após um período significativo de valorização, com preços de imóveis subindo quase 50% nos últimos cinco anos, impulsionados por fatores como migração interna e forte demanda por imóveis de luxo.
Em contraste, São Paulo aparece como a cidade com menor risco de bolha, não por ser acessível, mas pela moderação dos preços em relação à renda e aluguéis. O mercado paulista, apesar dos juros altos e crédito caro, apresentou um comportamento mais estável, evitando flutuações bruscas que poderiam ocorrer em momentos de euforia. O estudo sugere que a contenção em São Paulo, embora menos atraente a curto prazo, pode ser uma estratégia eficaz para minimizar riscos futuros.
O estudo indica que o entusiasmo global em relação aos imóveis tem diminuído, com o risco médio de bolha caindo em várias grandes cidades. No entanto, o problema da acessibilidade à moradia permanece crítico, especialmente em metrópoles como Hong Kong e Londres. A mensagem central é que, embora o mercado imobiliário não esteja em colapso, a crença de que todos os mercados sempre se valorizam pode estar mudando, destacando a importância de fundamentos sólidos e disciplina na avaliação de investimentos imobiliários.

