Venezuela libera mais de 400 presos, mas ONGs contestam dados oficiais

Laura Ferreira
Tempo: 1 min.

No dia 14 de janeiro, em Caracas, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou a libertação de mais de 400 pessoas das prisões do país. Segundo o governo, essa ação é um gesto de paz e promoção da convivência civil, embora não tenha sido apresentado um cronograma detalhado ou uma lista oficial dos libertados, gerando dúvidas sobre a veracidade das informações.

Organizações de direitos humanos, como a ONG Foro Penal, levantam sérias preocupações sobre a discrepância entre os números apresentados por Rodríguez e o que realmente ocorreu, estimando que apenas entre 60 e 70 pessoas foram soltas. Além disso, as ONGs denunciam a falta de transparência e criticam a lentidão do processo, afirmando que muitas pessoas, ainda detidas por motivos políticos, permanecem sem informações adequadas sobre suas situações.

A libertação inclui pelo menos quatro cidadãos norte-americanos, o que foi considerado um passo importante pelo Departamento de Estado dos EUA. Para Rodríguez, as libertações não foram unilaterais e não foram acordadas com nenhuma outra parte, mas a controvérsia persiste, especialmente após a libertação de dois italianos, destacando as complexidades da situação política e humanitária na Venezuela.

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