Na terça-feira, 13 de janeiro, o Departamento de Estado dos EUA confirmou a libertação de vários cidadãos americanos detidos na Venezuela. Embora o governo dos EUA tenha classificado a ação como um “passo importante”, não foram divulgados detalhes sobre a identidade dos libertados ou o número exato de pessoas envolvidas.
Autoridades venezuelanas afirmaram que mais de 400 presos políticos foram libertados, incluindo 116 nesta semana, mas esse total é contestado por ONGs e grupos opositores. A ONG Foro Penal, por exemplo, confirmou apenas 56 solturas, o que levanta questões sobre a transparência do governo venezuelano e a veracidade dos números apresentados. Além disso, a libertação de cidadãos estrangeiros, como espanhóis e italianos, também foi mencionada, destacando a complexidade da situação.
Os desdobramentos dessa libertação podem impactar as relações entre os Estados Unidos e a Venezuela, especialmente em um momento em que o governo venezuelano busca melhorar sua imagem internacional. A oposição local critica a falta de clareza nas informações e a manipulação dos números, enquanto familiares de presos continuam a exigir a libertação de seus entes queridos. As ações do governo venezuelano, incluindo a reativação de contas em redes sociais, também indicam uma tentativa de estabelecer um diálogo mais aberto com os EUA.

