A Polícia Federal forneceu protetores auriculares ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Superintendência da PF em Brasília, para atenuar o ruído de um ar-condicionado que, segundo seu filho, é intenso e perturbador. Carlos Bolsonaro criticou a decisão, alegando que os responsáveis deveriam eliminar a fonte do barulho ao invés de oferecer apenas um dispositivo para abafá-lo, tratando a medida como uma irregularidade.
Além da questão do ruído, Carlos mencionou que seu pai enfrenta uma privação de descanso e vive em um ambiente hostil, o que poderia agravar sua saúde. Ele apelou para que providências urgentes sejam adotadas, ressaltando que a manutenção dessas condições adversas é uma humilhação para qualquer detento. A situação de Bolsonaro gerou um aumento nas críticas sobre o tratamento de prisioneiros no Brasil, especialmente em relação aos ex-presidentes.
A Defensoria Pública do Distrito Federal já iniciou um procedimento para investigar as condições de saúde do ex-presidente, após solicitações de parlamentares. Os desdobramentos desse caso poderão influenciar a percepção pública sobre o sistema prisional e a maneira como figuras políticas são tratadas no Brasil. A situação continua a gerar intenso debate, refletindo as tensões políticas e sociais atuais no país.

