Pesquisadores da UnB exploram veneno de vespa em terapia contra Alzheimer

Eduardo Mendonça
Tempo: 1 min.

Um projeto interdisciplinar da Universidade de Brasília (UnB) investiga novas terapias para desacelerar o Alzheimer, utilizando moléculas extraídas do veneno do marimbondo-estrela. O estudo, publicado em 2025, revela que as substâncias octovespina e fraternina-10 demonstraram potencial para interferir na formação de placas beta-amiloides, que são responsáveis por danos neuronais e declínio cognitivo associados à doença.

A pesquisa, que tem suas raízes em investigações de 25 anos, foi iniciada pela neurocientista Márcia Mortari. Os compostos derivados do veneno têm mostrado capacidade de postergar a formação de aglomerados proteicos em simulações computacionais e testes laboratoriais, embora os resultados em modelos animais ainda apresentem limitações. O neurologista Ivan Okamoto destaca a importância dessas terapias antiamiloides, que podem ser um avanço significativo, especialmente em um contexto de envelhecimento populacional no Brasil.

Os pesquisadores planejam avançar para estudos clínicos futuros, mas ressaltam a necessidade de mais pesquisas para confirmar a eficácia e segurança das novas substâncias. Com o aumento projetado de casos de Alzheimer no Brasil, o desenvolvimento de tratamentos eficazes se torna crucial para mitigar a pressão sobre o sistema de saúde e melhorar a qualidade de vida dos pacientes e seus cuidadores.

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