Na terça-feira (13), Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, declarou que desde dezembro de 2024 foram libertadas 400 pessoas consideradas presas políticas pelo governo. Essa ação ocorre em um contexto de tensões políticas, especialmente após a recente intervenção militar dos Estados Unidos, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro. Entretanto, a oposição e grupos de direitos humanos contestam essa informação, solicitando a divulgação da lista de nomes dos libertados.
Rodríguez afirmou que o governo busca promover a paz e a unidade nacional, e que as libertações visam um processo de distensão política. No entanto, organizações como o Foro Penal informam que apenas 116 pessoas foram realmente libertadas, o que representaria uma fração em comparação ao total de 800 presos políticos estimados. Essa discrepância gera desconfiança sobre a transparência do governo em relação às libertações anunciadas.
Com a libertação de figuras políticas como Enrique Márquez, a situação ainda levanta questões sobre a legitimidade das prisões e o estado dos demais detidos. O deputado oposicionista Luís Florido aguarda a lista oficial e acredita que ainda há muitos presos que não foram incluídos nas liberações. A falta de clareza nas informações pode prolongar a instabilidade política e social no país, que já enfrenta desafios significativos em sua governança e relações internacionais.

