A Justiça de São Paulo determinou que a Prefeitura da capital apresente justificativas em um prazo de 48 horas para o recente aumento na tarifa de ônibus, que passou de R$ 5 para R$ 5,30 a partir de 6 de janeiro. A medida foi tomada em resposta a um pedido do vereador Dheison Silva (PT-SP), que questiona a legalidade do reajuste. A decisão do juiz Kenichi Koyama, da 15ª Vara da Fazenda Pública, foi proferida em 13 de janeiro e requer informações detalhadas do município.
O aumento tarifário foi anunciado em dezembro do ano anterior e também afetou as linhas sob trilhos, cujo preço subiu de R$ 5,20 para R$ 5,40. A ação do vereador argumenta que o reajuste foi realizado de maneira ilegal e prejudicial ao patrimônio público, sem justificativa que sustente um aumento acima da inflação. O Ministério Público de São Paulo apoiou a solicitação, destacando a necessidade de uma análise adequada dos argumentos apresentados.
Até o momento, a Prefeitura de São Paulo não se manifestou sobre a decisão judicial. A exigência de esclarecimentos pode ter implicações significativas para a administração municipal e para a percepção pública sobre a gestão do transporte público na cidade. A situação evidencia a complexidade das questões envolvendo tarifas de transporte e a necessidade de transparência nas decisões que afetam diretamente os cidadãos.

