Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolaram um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, solicitando a concessão de prisão domiciliar humanitária. A defesa argumenta que o estado de saúde de Bolsonaro apresenta ‘vulnerabilidade clínica permanente’, especialmente após uma queda ocorrida na cela da Polícia Federal em Brasília, onde ele está detido.
O ex-presidente permanece em uma Sala de Estado Maior, que oferece condições superiores a uma carceragem comum, incluindo um quarto privativo e ar condicionado. No entanto, seus advogados alegam que o ambiente não é adequado para garantir sua saúde, mencionando que o barulho do ar condicionado prejudica seu descanso. A Polícia Federal, por sua vez, afirma que qualquer alteração nas condições da cela exigiria reformas estruturais no prédio.
Além disso, Bolsonaro passou por uma cirurgia para correção de hérnias inguinais e sofreu uma queda após retornar à cela, o que levantou preocupações sobre sua saúde. A defesa solicita que o ex-presidente tenha acesso a cuidados médicos adequados, em função de suas condições de saúde, que incluem riscos de quedas e complicações cardiovasculares. O desdobramento desse pedido pode impactar o tratamento e a detenção do ex-presidente nos próximos dias.

