Neel Kashkari, presidente do Federal Reserve de Minneapolis, declarou ao New York Times que não vê necessidade de cortar as taxas de juros neste momento. Ele ressaltou que a resiliência do mercado de trabalho e a inflação persistente, que está acima da meta de 2%, são fatores que sustentam sua posição. Segundo ele, “não vejo nenhum ímpeto para cortar em janeiro” e considera que é “muito cedo” para tal ação.
Kashkari, que tem direito a voto no Comitê de Política Monetária, indicou que poderia apoiar um corte nas taxas ainda em 2026, dependendo das condições do emprego e da inflação. O Fed deve manter a taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75% em sua próxima reunião, que ocorrerá em duas semanas. Ele também se sentiu encorajado pelo apoio bipartidário à independência do banco central e ao seu presidente, Jerome Powell.
A inflação, que continua preocupando os membros do Fed, pode permanecer acima da meta por mais dois ou três anos, de acordo com Kashkari. Um recente relatório governamental apontou que os preços ao consumidor subiram 2,7% em relação ao ano anterior, o que reforça a cautela em relação a cortes nas taxas. A posição de Kashkari e as expectativas em torno da política monetária do Fed serão monitoradas de perto pelos mercados e analistas financeiros.

