Em 14 de janeiro de 2026, centrais sindicais celebraram os 90 anos da Lei do Salário Mínimo, destacando sua relevância para trabalhadores e aposentados no Brasil. Segundo João Carlos Gonçalves, secretário geral da Força Sindical, o salário mínimo é crucial para categorias sem piso salarial e atua como um importante mecanismo de distribuição de renda. Ele ressaltou que, apesar de avanços, o aumento real foi comprometido em administrações anteriores, mas começou a ser recuperado no governo atual.
Ariovaldo de Camargo, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), apontou que o salário mínimo, embora importante, ainda está aquém das necessidades dos trabalhadores. Ele defendeu a implementação de uma política de recuperação do salário que não seja apenas uma estratégia de governo, mas uma diretriz permanente de Estado. A falta de reajustes adequados nos últimos anos, especialmente após os eventos de 2016, intensificou a necessidade de uma abordagem mais eficaz.
Ronaldo Leite, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, também reforçou a importância do salário mínimo, ressaltando que ele deve garantir o poder de compra da classe trabalhadora. Apesar dos progressos sob a gestão atual, ele alertou que o salário mínimo perdeu grande parte de seu valor real desde a sua criação. Para a CTB, a valorização contínua do salário mínimo é fundamental para melhorar as condições de vida e estimular o crescimento econômico no país.

