Na última segunda-feira, 12, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o lenacapavir injetável para uso como profilaxia pré-exposição ao HIV-1. Essa nova forma de administração, que ocorre a cada seis meses, visa facilitar a adesão ao tratamento entre pessoas que não estão infectadas pelo vírus, mas estão em risco de contrair a doença.
Os estudos clínicos demonstraram uma eficácia de 100% na redução da incidência do HIV-1 em populações específicas, como mulheres cisgênero. O lenacapavir, que também é oferecido em forma de comprimido, atua bloqueando a cápside do vírus, dificultando sua multiplicação. Essa inovação é especialmente relevante em um contexto onde a adesão a tratamentos diários pode ser desafiadora para muitos usuários.
Com a aprovação da Anvisa, o lenacapavir se torna parte do arsenal de prevenção ao HIV, ao lado de métodos tradicionais, como o uso de preservativos. Embora o medicamento já tenha recebido registro, sua disponibilidade no Sistema Único de Saúde (SUS) ainda depende da avaliação de preço e incorporação por entidades reguladoras. Essa nova opção promete impactar positivamente a estratégia de combate à pandemia do HIV no Brasil.

