Ucranianas em prisões russas enfrentam sofrimento e separação familiar

Camila Pires
Tempo: 2 min.

Atualmente, estima-se que mais de 20 mil civis ucranianos estejam detidos na Rússia, dos quais mais de 2 mil são mulheres. Julia Dwornytschenko, uma dessas prisioneiras, foi capturada em 2021 e passou um ano e meio em cárcere sob condições severas. Ela relata a dor de estar longe de seus filhos, enfatizando que a separação é o que mais machuca durante sua detenção.

As mulheres detidas enfrentam acusações como “espionagem” e são submetidas a torturas físicas e psicológicas em prisões administradas pela autoproclamada República Popular de Donetsk. Julia, que foi torturada para confessar um crime que não cometeu, agora luta para reconstruir sua vida ao lado dos filhos após sua libertação. Organizações de direitos humanos e grupos como “Numo, Sestry!” trabalham para apoiar essas mulheres e lutar pela libertação das que ainda permanecem detidas.

As cicatrizes da guerra e da detenção trazem à tona questões urgentes sobre os direitos humanos e a proteção de civis em conflitos armados. A luta de Julia e suas companheiras por justiça e reconhecimento é uma poderosa lembrança das consequências devastadoras da guerra. À medida que o conflito persiste, a necessidade de apoio e visibilidade para as vítimas civis se torna cada vez mais crucial.

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