Nesta quarta-feira, 14 de janeiro, a Venezuela libertou 11 jornalistas locais, parte de uma ação do governo interino visando a soltura de presos políticos. O Sindicato Nacional dos Profissionais de Imprensa (Sntp) confirmou que ainda existem 24 jornalistas detidos, enfatizando que essas prisões estão relacionadas ao exercício da liberdade de expressão, e não a atividades criminosas.
O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciou que, nas últimas semanas, mais de 400 pessoas foram soltas nas prisões do país, como parte de um gesto do governo em prol da paz e convivência civil. No entanto, a falta de um cronograma claro e a ausência de uma lista oficial com os nomes dos libertados geraram dúvidas, levando diversas organizações de direitos humanos a questionarem a veracidade das informações apresentadas.
Entre os jornalistas libertados, destacam-se quatro cidadãos norte-americanos, conforme informado pelo Departamento de Estado dos EUA, que classificou a ação como um passo positivo. Dados de ONGs apontam que cerca de 800 presos políticos ainda permanecem nas prisões venezuelanas, refletindo a complexidade da situação de direitos humanos no país e os desafios enfrentados na busca por liberdade e justiça.

