Pelo menos 15 jornalistas foram libertados na Venezuela, incluindo o ativista da oposição Roland Carreño, nesta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026. A medida ocorre em um contexto de pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos, e faz parte de um processo mais amplo de soltura de presos políticos sob o governo interino de Delcy Rodríguez.
As libertações, embora celebradas, estão sendo realizadas em um ritmo considerado lento. O governo anunciou 116 libertações, enquanto a organização Foro Penal contabiliza apenas 56, o que levanta questões sobre a transparência e o real estado da situação dos presos políticos no país. Carreño, que estava detido desde 2 de agosto de 2024, foi preso em um contexto de crescente repressão após a controvertida reeleição de Nicolás Maduro.
Além de Carreño, outros jornalistas e membros da imprensa também foram libertados, proporcionando um momento de alívio para suas famílias. Contudo, a lentidão do processo e a discrepância entre os números oficiais e as contagens de organizações de defesa dos direitos humanos indicam que a luta pela liberdade de expressão na Venezuela ainda enfrenta desafios significativos. O futuro da liberdade de imprensa no país permanece incerto diante das tensões políticas.

