Governo francês supera moções de censura após acordo UE-Mercosul

Thiago Martins
Tempo: 1 min.

O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, conseguiu evitar a queda do seu governo ao sobreviver a duas moções de censura no Parlamento, apresentadas em 14 de janeiro. As moções, uma da França Insubmissa e outra do Reagrupamento Nacional, refletiram a insatisfação com a aprovação do tratado entre a União Europeia e o Mercosul, que se aproxima da assinatura com países sul-americanos.

Durante a sessão, Lecornu criticou os opositores, alegando que eles estão sabotando o governo em momentos críticos. O acordo, que promete criar a maior zona de livre-comércio do mundo, enfrenta resistência da classe agrícola francesa, preocupada com a concorrência de produtos sul-americanos, como carne e soja. Apesar disso, o governo não conseguiu obter apoio suficiente para barrar as moções de censura.

Com as eleições presidenciais de 2027 se aproximando, o presidente Emmanuel Macron enfrenta um cenário político desafiador, especialmente com o crescimento da extrema direita. A pressão sobre o governo aumenta, pois analistas apontam que, se as eleições fossem hoje, candidatos de extrema direita teriam ampla vantagem nas intenções de voto. A situação exige uma resposta estratégica do governo para garantir a estabilidade política.

Compartilhe esta notícia