O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que todo o material apreendido na investigação relacionada ao Banco Master fique lacrado e sob custódia do Supremo. Essa decisão, tomada durante a Operação Compliance Zero, gera preocupações sobre a possível perda de provas essenciais, principalmente as contidas em celulares e outros dispositivos eletrônicos que foram apreendidos.
Fontes próximas à investigação alertam para o risco de que a extração de dados desses aparelhos, que normalmente ocorre logo após a apreensão, não seja realizada a tempo. A Polícia Federal tem um protocolo que visa evitar a degradação de informações digitais e danos aos equipamentos, tornando a situação ainda mais crítica para a continuidade das investigações. A ordem de Toffoli abrange materiais recolhidos em 42 endereços relacionados aos alvos da operação.
A Operação Compliance Zero investiga fraudes financeiras atribuídas ao Banco Master, com foco em Daniel Vorcaro, que já enfrentou problemas legais no passado. Recentemente, novos indícios foram levantados pela PF, levando a novos desdobramentos na apuração. A Polícia Federal ainda não se manifestou sobre como a determinação de Toffoli pode impactar a análise das provas e o progresso do caso.

