O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou, em 14 de janeiro de 2026, um contrato para a aquisição de energia gerada pelo Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, situado em Santa Catarina. O valor acordado de R$ 564 por megawatt-hora (MWh) representa um aumento de 62% em relação à média de preços praticados em leilões recentes. O contrato prevê uma receita total de R$ 28,3 bilhões ao longo de 15 anos para a empresa proprietária, a Diamante Energia.
A decisão foi viabilizada por uma legislação implementada pelo Congresso em 2022, que estendeu a autorização de operação da usina até 2040. O processo de contratação incluiu consultas públicas e análise técnica, mas levantou questionamentos sobre a transparência e a certeza do interesse público, especialmente considerando a relação política entre o ministro de Minas e Energia e um dos acionistas da empresa beneficiada. Além disso, a maioria das informações utilizadas para a definição dos preços foi fornecida pela própria Diamante Energia.
As implicações dessa contratação são significativas em um contexto onde a energia a carvão é cada vez mais criticada por seus impactos ambientais. O contrato, que garante a cobertura integral dos custos da usina, pode suscitar debates sobre a viabilidade econômica e ambiental da dependência do carvão, especialmente em um cenário de transição energética. Observadores do setor indicam que esse movimento pode influenciar futuras políticas energéticas no Brasil, à medida que o país busca alternativas mais sustentáveis e economicamente viáveis.

