Horas após o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, criticar a Polícia Federal por suposta falta de empenho na nova fase da Operação Compliance Zero, a corporação enviou um ofício ao STF. No documento, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, justificou que o planejamento operacional da ação exigiu mais tempo para ser organizado do que o prazo estabelecido pelo ministro, que previa a realização das operações em 24 horas após a autorização judicial.
A operação, que ocorreu após a autorização de Toffoli, cumpriu 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Em sua crítica, o ministro expressou frustração pelo atraso e atribuiu à Polícia Federal a responsabilidade por qualquer prejuízo ao inquérito, afirmando que a inércia da corporação foi a causa principal do não cumprimento do prazo determinado.
A resposta da Polícia Federal reflete a necessidade de um planejamento logístico que pode variar de acordo com a complexidade dos casos. Embora a crítica de Toffoli ressalte a urgência nas ações policiais, é comum que operações desse tipo exijam tempo para sua organização. O desdobramento desta situação pode impactar a relação entre o STF e a PF, além de influenciar futuras investigações.

