Os preços do petróleo atingiram o maior patamar em três meses, com o barril do Brent sendo negociado a US$ 66,52 na quarta-feira, 14 de janeiro de 2026. Essa alta ocorre em meio a crescentes tensões no Irã e ameaças de ações militares por parte dos Estados Unidos, que geram incertezas no mercado global.
A retirada de parte dos funcionários da base militar dos EUA no Catar foi interpretada como um sinal de que uma intervenção no Irã pode estar iminente. Analistas apontam que essa possibilidade, somada à repressão a protestos internos no Irã, elevou o prêmio de risco no mercado, refletindo o temor de uma escalada regional. Além disso, a situação no Estreito de Ormuz, uma rota vital para o petróleo, levanta preocupações sobre o impacto econômico de um potencial bloqueio.
Embora analistas considerem improvável um bloqueio total, qualquer perturbação nas exportações iranianas poderia disparar os preços, chegando a níveis semelhantes aos observados durante conflitos anteriores na região. A tensão contínua no Irã e a resposta dos Estados Unidos são questões que o mercado acompanhará de perto nos próximos dias, dada sua importância para a segurança das rotas de petróleo mundiais.

