O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, decidiu encaminhar, nesta quarta-feira (14), todo material apreendido relacionado ao caso do Banco Master para a Procuradoria Geral da República (PGR). Essa medida visa a extração e análise do conjunto probatório após a nova fase da Operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal. A solicitação foi feita pelo chefe da PGR, Paulo Gonet, em um pedido de reconsideração sobre a guarda dos materiais no STF.
A fase atual da operação resultou na prisão temporária de Fabiano Campos Zettel, cunhado do dono do Banco Master, e no bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens. Com 42 mandados de busca e apreensão cumpridos em cinco estados, a investigação apura desvios de recursos financeiros. Além disso, outros empresários ligados ao caso também foram alvos de mandados, refletindo a complexidade da trama criminal em análise.
Toffoli enfatizou que a investigação possui um escopo mais amplo do que inquéritos anteriores, indicando a possibilidade de gestão fraudulenta e branqueamento de capitais. A análise das provas pela PGR é crucial para entender a magnitude dos crimes denunciados. A continuidade da operação busca interromper a atuação da organização criminosa e recuperar os ativos envolvidos.

