Medida dos EUA sobre vistos provoca alta nas taxas de juros futuras no Brasil

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

No dia 14 de janeiro de 2026, as taxas dos DIs fecharam em alta em São Paulo, influenciadas pela suspensão do processamento de vistos para brasileiros anunciada pelos Estados Unidos. Essa decisão gerou ruídos no mercado, resultando em um aumento das taxas futuras e do dólar, que superou a marca de R$5,42, enquanto os rendimentos dos Treasuries caíram. As taxas do DI para janeiro de 2028 alcançaram 13,055%, com uma alta de 8 pontos-base em relação à sessão anterior.

A situação foi exacerbada por um contexto mais amplo de tensões geopolíticas e a divulgação de dados sobre a economia norte-americana. Embora a pesquisa eleitoral tenha mostrado pouca mudança nas intenções de voto, a suspensão dos vistos provocou uma reação negativa imediata no mercado. Especialistas, no entanto, destacaram que, a longo prazo, a medida não deverá impactar de forma significativa a economia brasileira, embora tenha causado preocupação momentânea.

Com o avanço das taxas no Brasil, o cenário financeiro se tornou contrastante em relação aos Estados Unidos, onde os rendimentos dos Treasuries apresentaram queda. A expectativa é que os mercados continuem monitorando as repercussões dessa decisão e outros fatores econômicos globais. O cenário político e econômico brasileiro se torna ainda mais relevante à medida que as eleições se aproximam, com a avaliação do governo e a rejeição dos candidatos ganhando destaque nas discussões.

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