Ouro e prata atingem recordes em meio a tensões no Irã e incertezas financeiras

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Em 14 de janeiro de 2026, o ouro e a prata renovaram seus recordes de preço, refletindo a crescente tensão no Oriente Médio e incertezas sobre a política monetária dos Estados Unidos. O contrato de ouro para fevereiro fechou em alta de 0,80%, a US$ 4.635,7 por onça-troy, enquanto a prata para março subiu 5,85%, alcançando US$ 91,385 por onça-troy.

Os analistas atribuem essa valorização à escalada das tensões no Irã, onde a possibilidade de intervenção americana gera incertezas sobre a inflação global e os preços do petróleo. O presidente dos EUA, ao se dirigir aos iranianos em protesto, indicou que uma resposta do governo americano pode estar a caminho, aumentando a instabilidade na região. Essa situação sustenta a demanda por metais preciosos, que são vistos como ativos seguros em tempos de crise.

Além das tensões geopolíticas, a oferta limitada de prata e a falta de disciplina fiscal nos EUA contribuem para os altos preços. Especialistas afirmam que esses fatores, combinados com a incerteza sobre as ações do Federal Reserve, devem continuar a atrair investimentos para o ouro e a prata. As perspectivas para esses metais permanecem otimistas para 2026, indicando um cenário desafiador e volátil no mercado financeiro.

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