Os custos de produção de suínos e frangos de corte, conforme os levantamentos mensais da Embrapa Suínos e Aves, apresentaram resultados opostos em 2025. Em 14 de janeiro de 2026, foi anunciado que a avicultura de corte conseguiu reduzir seus custos em 2,81%, enquanto a suinocultura enfrentou um aumento de 4,39% ao longo do ano. Esses dados refletem a complexidade do mercado agrícola nacional.
Em Santa Catarina, os custos de produção do quilo do suíno vivo alcançaram R$ 6,48 em dezembro, representando uma alta de 0,99% em relação ao mês anterior. O Índice de Custo de Produção de Suínos (ICPSuíno) subiu para 370,68 pontos, indicando uma recuperação após quedas significativas no primeiro semestre de 2025. Por outro lado, no Paraná, o custo do quilo do frango de corte chegou a R$ 4,65, com um aumento de 0,51% em dezembro, mas com uma redução acumulada ao longo do ano.
A ração continua sendo o principal componente dos custos, respondendo por 71,67% no setor de suínos e 62,96% na avicultura. O aumento dos preços da ração e a variação nos custos de aquisição de pintos de um dia refletem as pressões financeiras enfrentadas pelos produtores. Esses fatores sugerem que, mesmo com a redução nos custos de frango, a sustentabilidade financeira do setor agrícola pode estar em risco devido à volatilidade dos insumos.

