Benin concede cidadania a africanos da diáspora em novo programa

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

Isaline Attelly, uma criadora de conteúdo de 28 anos, obteve cidadania do Benin após descobrir que sua bisavó materna nasceu no país, sendo traficada durante a escravidão transatlântica. O programa My Afro Origins, que oferece cidadania a descendentes de africanos, é parte de uma iniciativa do presidente Patrice Talon para resgatar e promover a história do Benin, além de atrair turistas e fortalecer laços com a diáspora.

As cerimônias de naturalização de Attelly e outros beneficiários coincidem com a revelação de projetos culturais significativos, incluindo uma nova Porta sem Retorno em Ouidah e um museu que homenageará a memória da escravidão. O governo planeja inaugurar um Museu Internacional da Memória e da Escravidão, ressaltando a importância do passado e do papel do Benin no tráfico de escravizados. A presença de personalidades como Spike Lee, nomeado embaixador do programa, demonstra um esforço para conectar a diáspora com suas raízes.

Com o lançamento do programa e a inauguração de novos espaços culturais, o Benin espera revitalizar sua imagem no cenário internacional e atrair mais visitantes interessados em sua rica história. A experiência de Attelly reflete um movimento mais amplo de reconhecimento das identidades africanas e do retorno a suas origens, promovendo um sentimento de orgulho entre os descendentes da diáspora. O impacto desse programa poderá ser significativo tanto para o país quanto para as comunidades africanas ao redor do mundo.

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