O empresário Fabiano Zettel, que recentemente foi preso ao tentar deixar o Brasil, é apontado como um dos principais financiadores das campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em 2022, com doações que totalizam R$ 5 milhões. A contribuição, sendo R$ 3 milhões para Bolsonaro e R$ 2 milhões para Tarcísio, ocorre em um contexto de investigação da Polícia Federal sobre supostas fraudes no Banco Master, onde seu cunhado é um dos controladores.
Os dados do Tribunal Superior Eleitoral revelam que as doações de Zettel representaram uma parcela significativa do financiamento das campanhas, com a sua contribuição correspondendo a 2,38% do total arrecadado por Bolsonaro. A defesa do empresário alega que sua prisão temporária teve como objetivo garantir a continuidade das investigações, sem relação com atividades ilícitas. A operação Compliance Zero investiga a emissão de títulos de crédito falsos e outros crimes financeiros, resultando em bloqueios de bens que superam R$ 5,7 bilhões.
A assessoria de Tarcísio de Freitas declarou que a campanha foi conduzida com respeito às leis eleitorais, ressaltando que Zettel não tinha vínculos com o governador. A situação levanta questões sobre a transparência nas doações eleitorais e a necessidade de uma supervisão mais rigorosa do financiamento de campanhas no Brasil. A continuidade das investigações pode trazer mais desdobramentos significativos para a política nacional e suas relações com o setor financeiro.

