Uganda realiza eleições sob forte repressão e bloqueio da internet

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

Uganda deu início nesta quinta-feira (15) às eleições legislativas e presidenciais, em um ambiente marcado pela repressão policial e pelo bloqueio da internet. O presidente Yoweri Museveni, que está no poder há 40 anos, busca garantir sua permanência, enquanto o cantor e político Bobi Wine se apresenta como seu principal adversário. Em Kampala, as seções eleitorais enfrentaram atrasos, mas a votação começou pouco depois das 07h locais, com forte presença de forças de segurança nas ruas.

O clima de tensão é palpável, uma vez que patrulhas policiais e militares foram enviadas para conter possíveis distúrbios, especialmente na cidade de Jinja. O jornal local Daily Monitor alertou os cidadãos sobre como proteger suas casas durante o pleito, uma medida que reflete o receio generalizado em relação à violência. Além disso, o governo impôs um bloqueio à internet, alegando a necessidade de prevenir a disseminação de desinformação, o que gerou críticas das Nações Unidas e protestos prometidos por Wine em caso de manipulação dos resultados.

As eleições em Uganda se desenrolam em um contexto de crescente descontentamento popular e acusações de abusos por parte do governo. A situação atual levanta preocupações sobre a legitimidade do processo eleitoral e o futuro da democracia no país. Com a repressão a opositores e o apagão digital, a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, temendo por um agravamento das tensões políticas.

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