PF defende atraso em operação do Banco Master após críticas de Toffoli

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, respondeu às críticas do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, sobre o atraso na operação contra o Banco Master. Segundo Rodrigues, o descumprimento do prazo estabelecido por Toffoli ocorreu devido à necessidade de atualizar os endereços dos alvos e realizar diligências prévias, o que garantiu a efetividade da operação. O ministro havia apontado uma suposta inércia da PF, exigindo agilidade nas investigações.

Em sua defesa, Andrei Rodrigues argumentou que o alto poder aquisitivo dos investigados facilita seu deslocamento pelo Brasil e no exterior, o que pode agravar a situação. Ele também destacou que a impossibilidade de analisar o material apreendido poderia comprometer a investigação. Nesta quarta-feira, Toffoli ordenou que os dispositivos apreendidos fossem mantidos sob custódia no STF, mas reconsiderou essa decisão após intervenção do procurador-geral da República.

As críticas de Toffoli surgem em um contexto de crescente pressão sobre a PF para agir com rapidez e eficácia em casos de alta relevância. A operação contra o Banco Master é um exemplo da complexidade das investigações que envolvem figuras de alto poder aquisitivo. A resposta da PF e as decisões do STF podem impactar as próximas etapas da apuração e a condução de operações semelhantes no futuro.

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