O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, anunciou um estado de emergência no setor energético do país em 14 de janeiro de 2026, devido a severas interrupções no fornecimento de energia provocadas por ataques russos. Com temperaturas noturnas caindo para quase -20°C, Zelenskyy pediu a criação de centros de aquecimento e a possibilidade de levantar toques de recolher em áreas que apresentassem segurança suficiente. Este movimento visa proporcionar mais flexibilidade às autoridades na gestão da crise energética.
Em meio a críticas sobre a preparação de Kyiv, o presidente enfatizou que a cidade não fez o suficiente em comparação com outras localidades, como Kharkiv. O prefeito de Kyiv, Vitali Klitschko, defendeu a atuação da cidade, afirmando que o aquecimento foi restaurado em quase todos os edifícios afetados. A tensão entre os líderes reflete a urgência da situação, exigindo decisões rápidas e eficazes para enfrentar o inverno rigoroso.
Além dos desafios energéticos, o novo ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, revelou a deserção de 200.000 tropas e a evasão de conscrição por mais de dois milhões de pessoas. O ministério enfrenta um déficit de financiamento significativo, mas também observou o surgimento de novas indústrias militares. A situação ressalta a necessidade de uma reorganização estrutural no exército para lidar com os desafios contemporâneos e garantir a segurança do país em meio à guerra em curso.

