A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou em 14 de janeiro de 2026, que o governo continuará o processo de libertação de prisioneiros políticos detidos durante o regime de Nicolás Maduro. Em sua primeira coletiva de imprensa após a deposição de Maduro, Rodríguez destacou que essa iniciativa é uma resposta às exigências dos Estados Unidos, que apoiaram sua ascensão ao poder. A libertação de prisioneiros é vista como um passo importante para a transição política no país.
Rodríguez afirmou que o processo de libertação começou durante o governo Maduro, mas ainda não foi concluído. Até agora, organizações de direitos humanos, como o Foro Penal, confirmaram a libertação de pelo menos 68 prisioneiros desde que a nova liderança assumiu. Essa medida é interpretada como uma tentativa de sinalizar um novo momento político na Venezuela, que busca reconciliar divergências políticas e ideológicas.
A promessa de liberar mais prisioneiros políticos pode ter implicações significativas nas relações da Venezuela com a comunidade internacional, especialmente com os Estados Unidos. O apoio de Donald Trump a Rodríguez aponta para uma estratégia de controle sobre as vendas de petróleo do país e um afastamento de outras figuras da oposição, como María Corina Machado. O desdobramento dessa situação poderá impactar a dinâmica política interna e a postura externa do país nos próximos meses.

