Uma pesquisa realizada pelo instituto Genial/Quaest, divulgada em 15 de janeiro de 2026, indica que 50% dos brasileiros consideram aceitável a intervenção de um país em outro para prender um ditador. O estudo foi realizado entre 8 e 11 de janeiro e revela que, apesar do apoio à ideia, a maioria dos entrevistados defende uma postura cautelosa do Brasil em relação às ações dos Estados Unidos na Venezuela, onde ocorreu a prisão do ditador Nicolás Maduro no início do mês.
O levantamento aponta que 66% da população acredita que o Brasil deve manter neutralidade em relação à ofensiva militar dos EUA, enquanto apenas 18% apoiam a intervenção e 10% preferem que o governo se oponha. Além disso, 58% dos entrevistados expressam preocupações sobre a possibilidade de uma ação semelhante acontecer no Brasil, refletindo um receio generalizado em relação à política externa dos EUA.
Esses dados podem ter implicações significativas para a política externa brasileira, uma vez que refletem atitudes da população em relação à soberania nacional e à intervenção militar. O debate sobre a postura do Brasil em cenários de violação de direitos humanos pode ser intensificado, especialmente em um contexto onde a política externa é frequentemente influenciada por eventos internacionais. Assim, a pesquisa destaca a necessidade de um diálogo mais profundo sobre a posição do Brasil em relação à segurança e à diplomacia global.

