Em 15 de janeiro, o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, declarou que o país não tem planos de enviar militares para a Groenlândia. Esta afirmação surge em meio a movimentações de tropas de nações como Alemanha, França, Suécia e Noruega, que buscam reforçar a segurança na região do Ártico devido ao interesse do presidente dos Estados Unidos em anexar a ilha, que pertence à Dinamarca.
Tajani, durante uma sessão da Câmara dos Deputados em Roma, anunciou que a Itália apresentará um projeto para o Ártico, destacando a importância da cooperação, mas reafirmou que isso não incluirá a presença militar. Ele também expressou ceticismo quanto à possibilidade de uma intervenção militar americana na Groenlândia, enfatizando a necessidade de diálogo entre os EUA e a Dinamarca para encontrar uma solução pacífica para as tensões na região.
A crescente presença militar no Ártico, motivada pelas alegações de ameaça da Rússia e da China, tem gerado preocupações. A Rússia, por sua vez, criticou a militarização da região por parte da OTAN, reiterando que o Ártico deveria ser um espaço de paz e cooperação, especialmente diante das mudanças climáticas e da importância estratégica crescente da área.

