Em 15 de janeiro de 2026, a Rússia alertou que a Ucrânia está perdendo a oportunidade de alcançar um acordo que ponha fim ao conflito que perdura há quase quatro anos. A advertência ocorre em um contexto crítico, com temperaturas em Kiev caindo para -12°C e milhares de cidadãos sem aquecimento devido a ataques russos. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, destacou que a situação na Ucrânia se deteriora a cada dia, enfatizando a urgência de uma resposta de Kiev.
A Rússia rejeitou propostas ocidentais para a resolução do conflito, reiterando sua intenção de anexar mais território ucraniano caso as negociações falhem. Peskov instou o presidente ucraniano Volodimir Zelensky a assumir a responsabilidade e tomar decisões que, segundo ele, são necessárias para avançar nas negociações. Enquanto isso, Zelensky informou que houve um consenso entre negociadores ucranianos e ocidentais sobre um plano de 20 pontos para interromper o conflito, embora o Kremlin tenha se oposto a quaisquer modificações.
Com a ofensiva russa intensificando-se durante o inverno, a situação na Ucrânia permanece crítica. O presidente russo, Vladimir Putin, estabelece condições rígidas para um cessar-fogo, exigindo a retirada ucraniana de áreas estratégicas. As negociações continuam, mas sem sinais claros de progresso, o que levanta preocupações sobre as consequências humanitárias e políticas do prolongamento do conflito.

