Dólar recua após Trump descartar demissão de Powell e aliviar tensões com Irã

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Na manhã de 15 de janeiro de 2026, o dólar no mercado à vista apresentou uma queda significativa, influenciada pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele assegurou que não pretende demitir o presidente do Fed, Jerome Powell, enquanto sinais de redução do risco de conflito militar com o Irã também contribuíram para essa movimentação no câmbio. O preço do petróleo caiu mais de 3% após Trump informar que o regime de Teerã interrompeu execuções de manifestantes.

Na quarta-feira anterior, 14 de janeiro, o dólar havia subido 0,46%, alcançando R$ 5,40, em meio a tensões geopolíticas envolvendo EUA, Irã e outras nações. O Banco Central do Brasil divulgou um fluxo cambial negativo de US$ 1,696 bilhão entre 5 e 9 de janeiro, considerado sazonal. Além disso, os juros futuros mantiveram-se estáveis, com um leve viés de alta para vencimentos mais curtos, reflexo da elevação dos rendimentos dos Treasuries americanos.

Em um contexto mais amplo, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, decretou a liquidação extrajudicial da CBSF DTVM, em meio a uma investigação da Polícia Federal sobre fraudes envolvendo o Banco Master. O vice-presidente, Geraldo Alckmin, também anunciou a assinatura do acordo Mercosul-União Europeia no Paraguai, prevista para o dia 17, com expectativa de ratificação no primeiro semestre. Tais movimentações sinalizam um cenário financeiro e político em evolução, impactando tanto o mercado interno quanto as relações internacionais do Brasil.

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