Um incêndio que atingiu um complexo de arranha-céus em Hong Kong em novembro resultou na morte de 168 pessoas, de acordo com informações divulgadas pelas autoridades nesta quinta-feira. O evento, que se tornou o incêndio mais mortal em um prédio residencial desde 1980, foi confirmado após a conclusão das operações de identificação. As vítimas incluem 110 mulheres e 58 homens, com idades variando de seis meses a 98 anos.
As chamas se alastraram rapidamente por sete das oito torres do Wang Fuk Court, localizado no distrito de Tai Po. As condições do local, que estava em reforma com andaimes e redes de proteção, podem ter contribuído para a propagação do incêndio. O chefe de segurança de Hong Kong, Chris Tang, afirmou que todos os corpos foram identificados e não há desaparecidos, encerrando assim as operações de busca.
Diante da gravidade da situação, as autoridades estabeleceram uma comissão de investigação presidida por um juiz para apurar as causas do incêndio. Até o momento, 16 pessoas foram presas em conexão com o caso. O desdobramento dessas investigações será crucial para determinar as responsabilidades e evitar futuras tragédias semelhantes.

