Governos árabes, incluindo Arábia Saudita e Turquia, manifestam a crença de que a tensão entre Estados Unidos e Irã diminuiu recentemente. Essa percepção é fruto de uma ofensiva diplomática que buscou persuadir Washington a evitar uma ação militar contra Teerã, conforme reportado por fontes do jornal Financial Times.
As autoridades da região enfatizam que um ataque americano poderia causar efeitos devastadores, como a elevação dos preços globais de petróleo e a desestabilização política local. Linhas de comunicação foram estabelecidas entre Washington e Teerã, permitindo que o Irã garantisse à Casa Branca que não haveria execuções em massa durante a repressão aos protestos internos.
Apesar da abertura para o diálogo, movimentos militares dos EUA na região ainda geram apreensão. A redução de tropas em algumas bases é vista com cautela, pois a presença de um grupo de ataque de porta-aviões sugere que as opções militares permanecem disponíveis. Os mercados reagiram a essas informações com uma queda nos preços do petróleo, reduzindo a percepção de risco em relação a um possível confronto.

