Governos árabes, incluindo Arábia Saudita, Turquia e Egito, avaliam que a tensão entre os Estados Unidos e o Irã diminuiu nos últimos dias. Essa análise vem após uma intensa diplomacia visando convencer Washington a evitar um ataque militar contra Teerã. O jornal Financial Times reporta que os líderes da região comunicaram a equipe do presidente Donald Trump sobre os riscos de uma escalada militar, que poderia afetar a estabilidade regional.
Fontes próximas aos governos mencionam que as linhas de comunicação entre Washington e Teerã foram reativadas, possivelmente com a intermediação de países como Omã e Rússia. O acordo de que a repressão aos protestos no Irã não resultaria em execuções em massa foi crucial para amenizar as tensões. Apesar disso, a movimentação militar dos EUA na região continua a gerar apreensão, com deslocamentos de tropas e aeronaves que indicam que as opções militares ainda estão em consideração.
Com a recente diminuição do tom por parte de Trump, o mercado reagiu, e os preços do petróleo recuaram, refletindo uma redução no prêmio de risco associado a um potencial conflito. A situação permanece delicada, pois, mesmo com a abertura para o diálogo, a presença militar dos EUA continua a ser um fator de preocupação na região. O futuro das relações entre os dois países dependerá do progresso nas negociações e das garantias de estabilidade aos vizinhos do Irã.

