Supostas vítimas de abuso sexual atribuído a Michael Jackson protocolaram um pedido de indenização de US$ 200 milhões, equivalente a cerca de R$ 1,8 bilhão, contra o espólio do cantor em um tribunal americano. O caso, que foi divulgado pelo site TMZ, envolve Frank Cascio e seus irmãos, que alegam que um acordo feito em 2020 foi realizado sob coação e não reflete a realidade dos abusos sofridos.
Durante a audiência, os advogados do espólio de Michael Jackson caracterizaram a ação como uma tentativa de extorsão, enquanto a defesa dos Cascio defendeu que os danos psicológicos causados pelos abusos ainda persistem. O advogado Howard King, que representa os irmãos, afirmou ter coletado mais de dez horas de depoimentos que evidenciam o trauma enfrentado por seus clientes após a relação próxima com o cantor, que durou mais de três décadas.
O conflito judicial ressurgiu após a exibição do documentário “Leaving Neverland” em 2019, levando os Cascio a exigir uma quantia ainda maior de indenização em 2024. Com a venda recente de parte do catálogo musical de Jackson, o espólio vê a nova ação judicial como uma ameaça que pode impactar acordos comerciais significativos, indicando um desdobramento complexo na luta por justiça e reparação.

