EUA impõem novas sanções ao Irã por repressão a protestos

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

Nesta quinta-feira, 15, os Estados Unidos impuseram uma nova série de sanções ao Irã, visando autoridades de segurança e instituições financeiras. Essa decisão surge após a repressão violenta de protestos pacíficos, com o governo americano acusando as autoridades iranianas de orquestrar ações que resultaram em mais de 3.500 mortes e 20 mil prisões, enquanto o presidente Donald Trump considera ações mais contundentes, incluindo uma possível intervenção militar.

O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, anunciou as sanções, enfatizando o apoio dos EUA ao povo iraniano em sua busca por liberdade e justiça. As novas medidas congelam ativos e proíbem transações comerciais com as entidades sancionadas, além de atingir aqueles que operam redes de lavagem de dinheiro provenientes das vendas de petróleo. Entre os alvos estão figuras proeminentes do governo iraniano, como o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, acusado de coordenar a repressão aos manifestantes.

Enquanto isso, o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reúne para discutir a situação no Irã, à medida que os EUA começam a retirar parte de seu pessoal militar do Oriente Médio. A escalada de tensões entre Washington e Teerã levanta preocupações sobre a possibilidade de uma intervenção militar, com análises sugerindo que a imprevisibilidade da postura americana pode ser uma estratégia em si. A situação permanece volátil, com as autoridades iranianas tentando conter os protestos e dissuadir ameaças externas.

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