O Senado brasileiro recebeu, na última quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, um novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. Com isso, o total de requerimentos contra os atuais integrantes da Corte chegou a 72, com o ministro Alexandre de Moraes liderando a lista, acumulando 41 pedidos. Os senadores Magno Malta, Damares Alves e Eduardo Girão foram os responsáveis pela nova solicitação.
A pressão sobre o STF é crescente, especialmente à medida que se intensificam as articulações políticas do Partido Liberal (PL), que busca ampliar sua influência no Senado. Entre os pedidos, destacam-se aqueles que não mencionam ministros específicos, mas pedem o afastamento de todos os 11 integrantes da Corte. Essa mobilização política ocorre em um cenário de tensões entre o Legislativo e o Judiciário, refletindo o clima polarizado na política brasileira atual.
Historicamente, o impeachment de ministros do STF nunca foi efetivado, com apenas um caso de afastamento registrado desde a criação da Corte. A pressão atual pode resultar em um debate mais amplo sobre a legalidade e as implicações de tais pedidos, além de potencialmente influenciar as decisões e a independência do Judiciário. As repercussões desse movimento político poderão ter um impacto significativo na dinâmica entre os poderes do Estado.

