Comandante do ELN defende união de guerrilhas contra os EUA

Camila Pires
Tempo: 2 min.

Antonio García, comandante do grupo guerrilheiro colombiano ELN, anunciou apoio à proposta de unificação das guerrilhas da Colômbia para enfrentar os Estados Unidos. A declaração foi feita em 15 de janeiro de 2026, após ameaças do ex-presidente Donald Trump de realizar ataques terrestres contra narcotraficantes. García expressou sua disposição para se unir à luta em uma troca de mensagens com a AFP.

A proposta de unificação das guerrilhas foi apresentada por Iván Mordisco, líder da dissidência da extinta guerrilha Farc, que convocou uma cúpula de comandantes para discutir estratégias contra Washington. Este movimento ocorre em um contexto de instabilidade política na região, acentuada pela recente prisão do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro. A situação revela uma nova dinâmica nas relações entre as guerrilhas e os Estados Unidos, que têm intensificado suas campanhas contra o narcotráfico na América Latina.

As implicações dessa união entre guerrilhas podem influenciar a segurança regional e a política externa dos Estados Unidos na Colômbia e na Venezuela. A colaboração entre grupos armados representa um desafio significativo para os esforços de combate ao narcotráfico e à violência na região. Especialistas alertam que a unificação pode resultar em uma escalada de conflitos, exigindo atenção redobrada das autoridades locais e internacionais.

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