O Ministério do Trabalho determinou a interdição de três pilhas de estéril e rejeito na mina da Sigma Lithium, situada em Itinga, Minas Gerais, no dia 5 de dezembro. A decisão foi motivada por um alerta de risco ‘grave e iminente’ para a segurança dos trabalhadores e da comunidade local, conforme documentos obtidos recentemente. Esta ação se dá em meio à luta da Sigma para reativar a mina, que está inativa desde outubro de 2023.
A mina da Sigma Lithium, que já foi a maior produtora de lítio do Brasil, enfrenta sérios desafios operacionais e financeiros. A empresa havia prometido retomar a produção rapidamente, mas a interdição das pilhas impossibilita essa retomada, já que elas são essenciais para o processo de mineração. Além disso, a empresa está lidando com um rebaixamento nas suas ações e um processo legal envolvendo seu ex-co-presidente executivo, o que agrava ainda mais sua situação financeira.
Para que as pilhas interditadas sejam liberadas, a Sigma Lithium precisará apresentar documentação que comprove a correção dos problemas de segurança identificados pelos auditores. A situação atual pode ter implicações significativas para a companhia e o mercado de lítio no Brasil, pois a continuidade das operações está diretamente ligada à resolução dos problemas estruturais apontados pelos fiscais do trabalho.

