Delegada da PF denuncia motorista da Uber por cobrança indevida

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

A delegada de Polícia Federal Dominique de Castro Oliveira acionou sua corporação após um motorista da Uber exigir um pagamento adicional para devolver um notebook esquecido. O incidente ocorreu na última quinta-feira, 8 de janeiro, e levou a PF a conduzir o motorista à Superintendência do Distrito Federal para prestar esclarecimentos, sendo liberado em seguida. A situação provocou reações nas redes sociais, onde internautas criticaram a delegada por sua atitude diante do pedido do motorista.

De acordo com a delegada, ao perceber que havia esquecido o computador, contatou a Uber, que informou sobre uma taxa de devolução a ser paga, repassada ao motorista para custear seu deslocamento. No entanto, o motorista condicionou a devolução ao pagamento de uma quantia adicional, fazendo referência a disposições do Código Civil que, segundo a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, não se aplicam ao caso. O episódio provocou uma onda de críticas e discussões sobre a ética no retorno de bens esquecidos.

A repercussão do caso levou a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal a emitir uma nota de repúdio aos ataques direcionados à delegada, ressaltando que o motorista buscava uma vantagem indevida. A nota afirma que a relação entre o motorista e a delegada era de prestador de serviço e consumidor, e não de um cidadão que encontrou um bem extraviado. A situação traz à tona questões sobre a ética no serviço de transporte e a responsabilidade de motoristas em devolver itens esquecidos.

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