Moraes determina transferência de Bolsonaro após críticas familiares

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro do local onde estava detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília para o 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. A decisão, anunciada na quinta-feira, 15, foi motivada por uma série de críticas de familiares e pela alegação de uma ‘campanha fraudulenta’ contra o Judiciário, que questionava as condições de detenção do ex-presidente.

Na sua fundamentação, Moraes destacou os benefícios que Bolsonaro tinha na sala da Polícia Federal, como uma cela de 12 m² com banheiro privativo e acesso a cuidados médicos constantes. O ministro também comparou as condições do ex-presidente com a realidade de outros detentos, ressaltando que Bolsonaro estava em uma situação privilegiada em relação aos 384.586 brasileiros que enfrentam a superlotação no sistema penitenciário. As reclamações de familiares foram rebatidas por Moraes, que as considerou infundadas e destacou a necessidade de cumprimento da pena de forma justa.

A nova cela na Papudinha, com 64,83 m², oferece condições mais amplas e diversas facilidades, como acesso a uma área externa e uma cozinha. Apesar das tentativas da defesa de Bolsonaro para conseguir prisão domiciliar, Moraes enfatizou que as condições de detenção não devem ser confundidas com um tratamento especial. O ex-presidente, condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes graves, pode ter sua pena reduzida, uma questão que continua a gerar debate no Congresso Nacional.

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