Estudos recentes da Fundação Seade indicam que, em São Paulo, o casamento tradicional, realizado tanto no civil quanto no religioso, está se tornando uma prática cada vez mais comum entre as pessoas mais velhas. Em contrapartida, os jovens estão se afastando desse modelo, preferindo uniões consensuais, que cresceram expressivamente na última década.
A análise revela que, enquanto os casamentos formais têm se concentrado nas faixas etárias mais avançadas, as uniões informais predominam entre os mais jovens, especialmente aqueles na faixa de 20 a 29 anos. Essa mudança sinaliza uma evolução nas dinâmicas sociais e culturais, com uma crescente aceitação de arranjos não formalizados, especialmente entre indivíduos com menor escolaridade.
As implicações dessa transformação são profundas, refletindo novos padrões de relacionamento e autonomia individual. À medida que as uniões consensuais se tornam mais comuns, a formalização continua a ser vista como uma escolha associada à estabilidade e planejamento, especialmente entre os mais velhos. Essa tendência sugere que a sociedade paulista está passando por uma reconfiguração significativa em suas normas de convivência.

