Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro manifestaram descontentamento com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a transferência do ex-presidente para uma sala no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como ‘Papudinha’. A mudança, ocorrida nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, é vista como um avanço em relação à condição anterior na Superintendência da Polícia Federal, onde Bolsonaro estava detido desde novembro, mas ainda é considerada insuficiente por seus apoiadores.
O entorno bolsonarista destaca que, apesar das melhorias nas condições de detenção, a saúde do ex-presidente continua preocupando e motiva a insistência por prisão domiciliar. O deputado federal Carlos Jordy e a senadora Damares Alves, ambos aliados próximos, expressaram que a nova localização não atende às necessidades de Bolsonaro, que requer cuidados médicos mais adequados. Nos bastidores, a transferência é tratada como uma ‘vitória parcial’, pois a principal reivindicação permanece a concessão de prisão domiciliar.
As implicações dessa situação ampliam a tensão entre os aliados de Bolsonaro e o STF, refletindo um embate público sobre as condições de custódia do ex-presidente. A pressão por uma mudança nas condições de detenção tende a continuar, enquanto parlamentares do PL se mobilizam para fortalecer a narrativa de que a situação de Bolsonaro é desproporcional. O futuro político do ex-presidente e suas condições de detenção permanecem centrais nas discussões políticas em andamento.

